Na China, morre médico que foi um dos primeiros a alertar para o novo coronavírus

Em mais um dia de recorde de novos casos no país, bebê nasceu infectado. China transmite ao vivo movimentação em hospitais improvisados.

Na China, morreu, nesta quinta-feira (6), o médico oftalmologista que foi um dos primeiros a denunciar o surgimento do novo coronavírus – ainda em 2019.

Li Wenliang alertou os colegas sobre o risco do vírus no dia 30 de dezembro. A informação começou a circular em Wuhan, onde o novo coronavírus surgiu.

A polícia então acusou o médico de espalhar rumores. Ele foi perseguido e assinou uma declaração reconhecendo que tinha cometido uma ilegalidade.

Mas o novo coronavírus também encontrou Li. Ele morreu nesta quinta-feira (6), aos 34 anos. O governo chinês já se desculpou e o país despertou.

As máscaras não disfarçam a preocupação: fábricas chinesas funcionam em três turnos.

O mutirão também está a todo vapor. O voluntário só descansa quando desinfeta 25 andares por dia. Quase 400 caminhões completam o serviço pelas ruas de Hubei, a província onde fica Wuhan.

A China criou uma espécie de Big Brother para mostrar serviço. A transmissão ao vivo de hospitais improvisados recebeu mais de cem milhões de acessos. São ‘supervisores voluntários’, como alguns telespectadores gostam de se chamar.

A TV estatal chinesa mostrou o mais jovem paciente com o novo coronavírus. A mãe do recém-nascido estava doente.

O mundo também acompanha de perto o cruzeiro de quarentena no Japão. Houve pelo menos dez novos casos – a metade tinha mais de 50 anos e nenhum menos de 50.

O Reino Unido registrou nesta quinta-feira o terceiro caso no país. O paciente foi levado para um hospital. Pelo menos por enquanto, o governo classifica o nível de risco como moderado, mas, para evitar um surto, já instruiu todos os hospitais a deixarem preparado uma área de isolamento.

O governo chinês já autorizou testes clínicos em Wuhan com um remédio desenvolvido para tratar o ebola.

Essa é uma das esperanças para tirar a cidade do isolamento. Muita gente nem consegue voltar para os seus bichos de estimação. A sorte deles é que seus donos têm outros amigos.

Por: Jornal Nacional

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