Com saúde em colapso, município tenta abrir mais leitos e não descarta hospital de campanha

A Secretaria Municipal de Saúde de Dourados busca alternativas urgentes para solucionar o colapso das redes pública e privada do município, que já não tem oferta de leitos clínicos ou de UTI para o atendimento da crescente demanda de pacientes infectados pela Covid-19 que precisam de internação e suporte especializado.

hospitais da rede privada estenderam faixas e divulgaram informativos sobre a lotação máxima e a incapacidade para atender novos pacientes.

O índice de ocupação de leitos em Dourados atingiu 100% conforme boletins epidemiológicos recentes e a nova onda de contágio preocupa a Secretaria de Saúde, que não descarta em totalidade a necessidade ou possibilidade de um hospital de campanha, mas busca alternativas para abrir e habilitar novos leitos nas unidades hospitalares que já são referência no atendimento desde o início da pandemia, em março do ano passado.

“Falar para você que a possibilidade de um hospital de campanha seria uma viabilidade, talvez. Falar que não seria, também seria algo a não se colocar como definitivo. O meu entendimento é que se temos espaço físico dentro do município com unidades hospitalares já pré organizadas, seria muito mais fácil, ágil e objetivo empenharmos forças para que esses espaços já existentes buscar novos leitos. Tanto para o profissional da saúde quanto para paciente, o hospital de campanha eu penso que seria a última solução pela logística de trabalho”, explicou o secretário interino municipal de saúde, Edvan Marcelo Morais Marques.

Ainda conforme o secretário, a administração municipal busca junto a direção de Hospital Santa Rita (privado), Hospital Evangélico (privado) e Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (público) uma avaliação da infraestrutura atual e a disponibilidade de espaço para abertura de novos leitos tanto clínicos quanto de UTI.

Marques reforçou ainda que a população deve estar consciente do cenário crítico, pois a escassez de oferta de leitos é problemática em muitos sentidos, como a falta não somente de infraestrutura e espaço como também de uma equipe profissional especializada.

“Não é uma cama que vaga. Leito envolve uma equipe especializada de profissionais. Sabemos que o momento que passamos que é crítico. Assim como acontece no país como um todo, os leitos estão bastante escassos. O recado é para que possamos manter a vigilância, o distanciamento, o uso de máscara, a não aglomeração seja no comércio, na residência, na casa dos nossos pais ou avós, enfim. Hoje a doença está posta mais do que nunca, vivemos uma situação bem delicada e temos que ter cuidado redobrado”, alertou o secretário.

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